segunda-feira, 30 de maio de 2011

Bolsonaro, a bola da vez,... outra vez

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Valmir Fonseca

A esquerda virulenta, por motivos diversos, alguns sobejamente conhecidos, escalou seus inimigos públicos. O número 1 são as Forças Armadas. É cansativo e enfadonho enumerar os por quês.

O Bolsonaro, não se sabe o lugar que ocupa no índex, mas deve estar entre os dez mais. Por quais motivos? Inúmeros.

Tanto as Forças Armadas, como o Bolsonaro fazem a alegria da ala mais radical do furioso petismo. São alvos fixos e enormes. Em geral, dependem apenas de si para espernear. O Bolsonaro, pelo menos, esperneia.

O Deputado Jair Bolsonaro é nosso velho conhecido. Num parque de diversões, ele seria, na tendinha do tiro de espingarda, o alvo fixo, onde qualquer petista paga um real e manda bala.

A cena se repete, há anos. O deputado sai chamuscado, lanhado, porém, resiste. Muitos não gostam do Bolsonaro, até o odeiam; muitos votam nele, o suficiente para mantê - lo no Congresso. Por isso, é difícil dirigirmos qualquer conselho para o massacrado Parlamentar. De repente, ele tem a convicção, e as reeleições o comprovam, de que o seu caminho e a sua postura estão certos. Quem sabe.

Infelizmente, o Parlamentar caiu na esquerda da mídia ou de parte da mídia e, mesmo quando está coberto de razões, a galera delira com a oportunidade de espinafrá - lo, pois é fácil distorcer palavras, manchar uma imagem, e desmoralizar até um santo ( ou vice - versa, jura o Palocci).

Porém, mesmo acuado e solitário, valendo - se de sua coragem para defender - se de difamações, e acusações infundadas ou super dimensionadas, ele tem a coragem ou o desplante de digladiar - se contra uma turba sedenta do seu sangue.

Falta - lhe, apesar da vasta experiência congressual, a fineza que emoldura um bando de corruptos que entopem a casa, carece da capacidade de falar pelas entrelinhas, de insinuar, de fingir que não sabe, de plantar boatos, de não emitir opiniões na presença de outrem, de negar mesmo quando pego com a mão na boca da botija, por tudo, destemperado ou ingênuo, tem contrariado princípios básicos da política nacional, atraindo a ira da esquerda, e da maior parte dos seus pares.

Assim, vez por outra, lá está o Bolsonaro como a bola da vez, atraindo a ira sagrada pelas mais violentas e virulentas acusações, por homofobia, por aversão aos gays (viados para a velha guarda), por racismo, por preconceito, e o pior, opinar sobre a conduta das pessoas.

Acusar alguém, festejada artista, branca, preta, amarela ou cinza de promíscua foi uma temeridade.

Circulam vídeos que mostram que a estrela é diferente, que está acima de mesquinharias, que é uma fora de série, que falar e agir com certo destempero é sinal da sua magnitude. Se fosse uma desconhecida, sim, seria uma demonstração explícita de falta de vergonha, de falta de pudor, um atentado ambulante aos bons costumes, mas para a diva dos palcos, é o seu savoir vivre saindo pelo ladrão, pois o seu talento é aquele, proibi - la de ser assim, é sufocar a arte na sua mais retumbante explosão.

Postar – se contra o chamado kit - gay, outra temeridade, o pacote elucidativo, assim como o livro que orienta e justifica o emprego do palavreado errado (de rua) estão sacramentados pelo MEC, com o aval veemente do Ministro da Educação.

Infelizmente, o Deputado Bolsonaro carece de visão de futuro, pois o atual desgoverno tem um projeto ideológico de médio alcance, destinado a, inicialmente, desorientar, para depois, apontar para a massa popular imbecilizada, o verdadeiro caminho. O da subordinação boçal e soberana, mas em troca, nada nos faltará.

Por vezes, surgem uns destrambelhados, como o Bolsonaro, que ousam denunciar; mas de acordo com Gramsci, aos poucos, como ninguém reage, a impressão geral é de que tudo está certo, e se o povo acha que está, é por que tá.

É, o deputado, mais uma vez, é a bola da vez. E o incrível, é que V.Exa está certo, mas o que fazer?

Valmir Fonseca Azevedo Pereira, General de Brigada Reformado, é Presidente do Ternuma.

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