terça-feira, 17 de maio de 2011

A profecia de Marinor Brito

Com o advento da tecnologia é cada vez mais difícil esconder fatos, ou criar versões próprias de acontecimentos. Nada escapa dos avançados celulares que insistem em registrar o que muitas vezes a mídia tradicional não consegue.

Nesse fim de semana foi amplamente divulgado nas mídias sociais um vídeo da gravação de um celuar, mostrando a discussão do Dep. Jair Bolsonaro e da Senadora Marinor Brito. Nele é possível ver a senadora discutindo aos berros com o deputado que a chama de heterofóbica.

A reação de Marinor segundo informa a mídia, foi causada pelos panfletos distribuídos por Bolsonaro contra o chamado “kit anti-homofobia” do Ministério da Educação.

Eu tenho um sério problema em atentar-me a detalhes que a grande mídia não percebe ou não quer perceber. E nesse caso escutei uma frase gritada pela Senadora que revela muito bem o objetivo dos sequazes do PL 122/2006. A senadora gritou algo contra o Deputado Bolsonaro que não pode passar sem destaque:

“Nós queremos criminalizar pessoas como o senhor”!

Quem são essas pessoas que ela diz ser como Bolsonaro?

Conforme noticiado pela Agência Senado, Marinor entrou com ação contra o deputado por quebra de decoro, e por ter sido vítima de insultos. Mas, a mesma senadora que se diz vítima de injúria chamou o deputado de “assassino de homossexuais”. Isso também não caracteriza calúnia e difamação?

Em seus ataques contra Jair Bolsonaro, sabemos que a senadora falava dos opositores do Kit do Mec e da PL 122/2006, pois estes seriam “homofóbicos”.

Confesso-vos que gosto de ver de vez em quando um "barraco" desses, pois é no furor da discussão, quando perde-se a razão que as pessoas revelam o que estão em seus íntimos, as suas intenções escondidas. E nesse episódio o desejo dos defensores do PL 122/2006 veio à tona: A censura!

Quando falamos da censura que nos ameaçam, acusam-nos de fazer “terrorismo homofóbico” (opositores dramáticos dignos de novela mexicana), mas a declaração da Senadora é claríssima; os que discordam da militância homossexual serão criminalizados, segundo suas intenções (não esqueçam que ela usou “nós queremos”).

Portanto, não é preciso que nada mais seja comentado, as intenções obscuras estão as claras, e o brado retumbante da senadora Marinor Brito, ecoa nesse momento como uma perigosa profecia:

“Nós queremos criminalizar pessoas como o senhor”!

Só alerto que a ameaça é para você, que insiste em exercer seu direito democrático de discordar.

Por Jefferson Nóbrega

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