sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

IGREJAS-CASAS-DE-CÂMBIO

Existe uma multidão de pessoas que foram seduzidas pelo evangelho falso pregado pelas igrejas-casas-de-câmbio. Essas igrejas têm conduzido o povo a negociar com Deus, ou seja, as pessoas propõem a Deus que lhes concedam uma bênção em troca de dinheiro. Em Colossenses 1: 16, 17 diz: “Nele foram criadas todas as coisas que há nos céus e na terra, visíveis e invisíveis, e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele”. Portanto, Deus é o absoluto criador e mantenedor de todas as coisas. Deus não é comerciante nem vendedor de serviços. Ele não faz troca com ninguém.

Para os líderes das igrejas-casas-de-câmbio a fé é uma moeda de troca, Deus é mercenário e a igreja uma casa de câmbio. Isso significa controlar a bênção divina. É um insulto a Deus. É violar a doutrina da soberania divina. A mídia que enaltece o homossexualismo, a fornicação, o adultério e o ocultismo, é tão prejudicial ao corpo de Cristo quanto o evangelho pregado pelas igrejas-casas-de-câmbio.

Jesus previu os pregadores que iriam se envergonhar de Suas palavras, entregando, nas igrejas, um evangelho açucarado e mercantilista a fim de não espantar os ouvintes, visando arrebanhar mais almas para o seu rebanho de ovelhas estonteadas. O objetivo maior desses pregadores é ver a igreja-casa-de-câmbio cheia e os jovens se deleitando com as músicas bombadas de decibéis e letras heréticas que parecem mais convites de alcouce: “Quero te beijar, quero te abraçar, quero te tocar, estou apaixonado por ti Senhor”. Os hinos bíblicos foram substituídos pela música que provoca rebolados sensuais que não elevam as pessoas às alturas celestiais, mas as distancia do ardente desejo da volta do Senhor Jesus.

Os líderes das igrejas-casas-de-câmbio são contrários as regras, dizem eles: “O cristianismo não se caracteriza por lista do que se deve fazer ou não, ele gira em torno de relacionamentos”. Por causa dessa visão antibíblica, esses líderes são tolerantes com o erro, não mantêm limites morais definidos e Jesus não passa de um terapeuta ou um poeta sonhador. É necessário ressaltar que os relacionamentos são guardados e preservados por regras e disciplina espiritual, somente assim, passamos conhecer Jesus como o Filho do homem glorificado e Deus, o pai, como santo, justo, amoroso, sabedor de todas as coisas, todo-poderoso, eterno, independente, soberano e misericordioso.

As igrejas-casas-de-câmbio em vez de pregar o Evangelho puro e simples estão mais preocupadas com a ostentação, com a grandeza de seus templos faraônicos e com um bom lucro para o líder fazer “missões” com seu jatinho milionário. Na igreja-casa-de-câmbio, a doutrina é retalhada ao bel prazer de modo que não existe verdade absoluta, cada verdade tem vários significados. A separação do mundanismo é coisa do passado. O negócio é ser “moderno”, ou seja, tudo vale e vale tudo. O mais grave é que os líderes aprovam o “tudo vale” e o “vale tudo” para conservar o seu emprego, pois têm uma família para sustentar. Perderam o olhar aguçado da retidão moral. A santificação do rebanho é secundária, pois seguem o ensinamento dos nicolaítas. A presença Espírito Santo foi substituída pela cobiça e a santidade é tratada com repulsa. Mas, o Senhor Jesus esclarece: “Aquele que diz: eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade” (I João 2:4).

Na verdade, as igrejas desses cambiadores do evangelho assemelham-se a uma cafeteria, onde se come o pãozinho fofo que se deseja, pois o cristianismo bíblico fundamentalista é antiquado para o presente século. A pregação sobre vida de renúncia, negação de si mesmo e caminho estreito é ignorada. Neste contexto, o novo nascimento é substituído por um relativismo emocional.  Esses falsários seguem a “doutrina da serpente”, pois é comum em suas igrejas o uso de roupas imodestas, tatuagens, piercings e coreografias que despertam a libido. O evangelho se tornou mórbido, raso e efeminado. Amam o que Jesus ama, mas não odeiam o que Jesus odeia. É o evangelho da fanfarra, Jezabeliano, hollywoodiano, Malafaiano, Valdomiroano, Macedoano, Terra-novano, Soaresano, Valadãoano, onde tudo é “blue”.

Os cambiadores das igrejas-casas-de-câmbio esquecem que o nosso Deus não é um Deus com quem se negocia. Deus é soberano, Senhor absoluto e livre, e dá graciosamente àqueles que confiam nEle. O mais grave é que esses cambiadores fazem um ritual mágico de barganha: chamam os desempregados à frente da plataforma da igreja, “ungem” as mãos de cada um e “profetizam” abundância sem medida. Para impressionar, arrogantemente proclamam: “Deus é tremendo” e decretam: “Deus te dará uma unção de nobreza”. Quanta enganação!

Os cambiadores das igrejas-casas-de-câmbio vão enfrentar o fogo da ira divina, pois suas mãos estão sujas do sangue das pessoas que ludibriam. Em breve, o Supremo Juiz despedaçará o status da igreja-casa-de-câmbio!

Fonte: Voltemos a raizes

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